Março, mês dedicado às mulheres, também é um período de intensos debates sobre violência doméstica e feminicídio. No entanto, a realidade dessas mulheres normalmente é marcada por dor e abandono. Apesar de buscarem ajuda, muitas se veem desamparadas pelo Estado e expostas aos seus agressores. Um exemplo triste dessa situação é o caso de Lusimar.
Em 2022, após diversas tentativas frustradas de obter proteção, Lusimar foi obrigada a se defender de seu agressor para salvar sua própria vida. Durante a luta, seu companheiro acabou falecendo. Agora, no próximo dia 13 de março, ela será julgada pelo Tribunal do Júri, acusada de homicídio qualificado, apesar das evidências claras de que era vítima constante de agressões, como atestam os exames de corpo de delito e as várias ocorrências registradas desde 2012.
O caso de Lusimar expõe a gravidade da violência doméstica, do feminicídio e a falha do sistema em oferecer um apoio efetivo às vítimas. Sua história não deve ser apenas mais um exemplo de sofrimento repetido, mas um grito urgente por políticas públicas que garantam proteção real às mulheres.
É hora de lutar por justiça para Lusimar e para todas as mulheres que, todos os dias, clamam por segurança e respeito.
