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Segunda-feira, 14 de Setembro 2026
Notícias/Política

O TSE não pode impedir que o eleitor do Distrito Federal tenha o direito de escolher entre Arruda, Celina, Grass, Cappelli e Belmonte.

É provável que o BRB só não seja salvo caso Celina Leão seja reeleita governadora do Distrito Federal. Nesse cenário, sua vitória representaria, portanto, o “sacrifício” do banco, do Erário e dos brasilienses.

O TSE não pode impedir que o eleitor do Distrito Federal tenha o direito de escolher entre Arruda, Celina, Grass, Cappelli e Belmonte.
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O senador Izalci Lucas e o deputado federal Alberto Fraga, ambos do PL, apoiam José Roberto Arruda, do PSD, para governador do Distrito Federal. A deputada federal Bia Kicis, candidata a senadora, também tem simpatia pelo ex-gestor da cidade-Estado.

Por que os políticos do PL, os que realmente são de Brasília, apoiam o engenheiro Arruda para governador? Porque, dizem, o conhecem bem e sabem que os eleitores têm condições de “resgatar” o Distrito Federal, por meio do voto, do sequestro daqueles que se corromperam, direta ou indiretamente.

Ao negociar com Daniel Vorcaro, do Banco Master, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estava levando vantagem sozinho? Tudo indica que não. É possível que tenha sido “liberado” para articular a negociata que resultou em perda, para o Banco de Brasília, de 12 bilhões de reais.

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Esclareça-se, desde já: não se está dizendo que a governadora Celina Leão, do pP, é corrupta, ou que tenha se envolvido em corrupção, no que se refere ao Banco Master. Mas, como vice-governadora, poderia ser se posicionado contra o acordo de avô (BRB) para neto (Banco Master).

Se for eleito, o ex-governador e engenheiro José Roberto Arruda, por ser um articulador político hábil e ter o apoio da bancada do PSD, terá condições de “salvar” o BRB — um patrimônio de todos os brasilienses

Até agora, não há nada que mostre envolvimento direto de Celina Leão com a negociata do BRB-Banco Master. Mas é possível o registro de que se omitiu. A vice-governadora é uma autoridade pública e, como tal, deveria ter denunciado o acordo entre os bancos — por ser lesivo ao Erário. Não o fez. Não se sabe por quê.

Com Celina Leão no governo do Distrito Federal, depreende-se, o BRB não terá nenhuma solução que não seja a liquidação. Porque, até o momento, a governadora não conseguiu negociar uma saída para o banco. Sua fala é, tão-somente, pura retórica.

Falta a Celina Leão alguns predicados. Um deles é a falta de habilidade na articulação política e institucional. A “salvação” do BRB — se isto é possível — depende não apenas da vontade da gestora do DF. Depende, fundamentalmente, da “boa vontade” do governo federal, que é controlado pelo PT do presidente Lula da Silva.

Por que Lula da Silva “salvaria” o BRB em pleno período eleitoral, quando tem um candidato a governador consistente no Distrito Federal, Leandro Grass, do PT?

Se for eleito — e considerando qualquer que seja o presidente da República vitorioso —, Arruda, por ser um articulador político hábil e ter o apoio da bancada do PSD (que certamente continuará uma das maiores da Câmara dos Deputados e do Senado), terá condições de “salvar” o BRB, que é um patrimônio de todos os brasilienses.

O mesmo ocorrerá com Leandro Grass (e Ricardo Cappelli, do PSB), que, além de ser do PT, é próximo do presidente Lula da Silva.

É provável que o BRB só não será salvo se Celina Leão for reeleita governadora do Distrito Federal. Sua vitória representaria, portanto, o “sacrifício” do banco, do Erário e dos brasilienses.

A respeito de Arruda há a fala de sempre: o Tribunal Superior Eleitoral vai permitir que seja candidato? Trata-se de uma trava que o impede de crescer ainda mais nas pesquisas de intenção de voto.

Arruda será candidato? Na verdade, até o momento, figura na disputa. Portanto, é candidato. Mas depende de o TSE validá-lo em caráter definitivo.

O senador Izalci Lucas e o deputado federal Alberto Fraga, ambos do PL, apoiam José Roberto Arruda, do PSD, para governador do Distrito Federal. A deputada federal Bia Kicis, candidata a senadora, também tem simpatia pelo ex-gestor da cidade-Estado.

Por que os políticos do PL, os que realmente são de Brasília, apoiam o engenheiro Arruda para governador? Porque, dizem, o conhecem bem e sabem que os eleitores têm condições de “resgatar” o Distrito Federal, por meio do voto, do sequestro daqueles que se corromperam, direta ou indiretamente.

Ao negociar com Daniel Vorcaro, do Banco Master, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estava levando vantagem sozinho? Tudo indica que não. É possível que tenha sido “liberado” para articular a negociata que resultou em perda, para o Banco de Brasília, de 12 bilhões de reais.

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José Roberto Arruda: candidato a governador do Distrito Federal pelo PSD | Foto: Oyagy Vieira/Jornal Opção

Esclareça-se, desde já: não se está dizendo que a governadora Celina Leão, do pP, é corrupta, ou que tenha se envolvido em corrupção, no que se refere ao Banco Master. Mas, como vice-governadora, poderia ser se posicionado contra o acordo de avô (BRB) para neto (Banco Master).

Se for eleito, o ex-governador e engenheiro José Roberto Arruda, por ser um articulador político hábil e ter o apoio da bancada do PSD, terá condições de “salvar” o BRB — um patrimônio de todos os brasilienses

Até agora, não há nada que mostre envolvimento direto de Celina Leão com a negociata do BRB-Banco Master. Mas é possível o registro de que se omitiu. A vice-governadora é uma autoridade pública e, como tal, deveria ter denunciado o acordo entre os bancos — por ser lesivo ao Erário. Não o fez. Não se sabe por quê.

Com Celina Leão no governo do Distrito Federal, depreende-se, o BRB não terá nenhuma solução que não seja a liquidação. Porque, até o momento, a governadora não conseguiu negociar uma saída para o banco. Sua fala é, tão-somente, pura retórica.

Falta a Celina Leão alguns predicados. Um deles é a falta de habilidade na articulação política e institucional. A “salvação” do BRB — se isto é possível — depende não apenas da vontade da gestora do DF. Depende, fundamentalmente, da “boa vontade” do governo federal, que é controlado pelo PT do presidente Lula da Silva.

Por que Lula da Silva “salvaria” o BRB em pleno período eleitoral, quando tem um candidato a governador consistente no Distrito Federal, Leandro Grass, do PT?

Celina Leão Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil
Celina Leão: governadora do Distrito Federal | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Se for eleito — e considerando qualquer que seja o presidente da República vitorioso —, Arruda, por ser um articulador político hábil e ter o apoio da bancada do PSD (que certamente continuará uma das maiores da Câmara dos Deputados e do Senado), terá condições de “salvar” o BRB, que é um patrimônio de todos os brasilienses.

O mesmo ocorrerá com Leandro Grass (e Ricardo Cappelli, do PSB), que, além de ser do PT, é próximo do presidente Lula da Silva.

É provável que o BRB só não será salvo se Celina Leão for reeleita governadora do Distrito Federal. Sua vitória representaria, portanto, o “sacrifício” do banco, do Erário e dos brasilienses.

A respeito de Arruda há a fala de sempre: o Tribunal Superior Eleitoral vai permitir que seja candidato? Trata-se de uma trava que o impede de crescer ainda mais nas pesquisas de intenção de voto.

Arruda será candidato? Na verdade, até o momento, figura na disputa. Portanto, é candidato. Mas depende de o TSE validá-lo em caráter definitivo.

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Leandro Grass: o candidato do PT a governador do Distrito Federal | Foto: Divulgação

Se quiser fazer justiça — é o que se espera da uma corte judicial —, o TSE vai liberar Arruda para disputar o governo do Distrito Federal. Porém, se quiser fazer política, o vetará mais uma vez.

Celina Leão não quer enfrentar o aglutinador Arruda, e sim o PT de Leandro Grass. Porque a polarização esquerda versus direita tende a beneficiá-la em Brasília — uma cidade relativamente conservadora

Nos bastidores da campanha de Celina Leão um político de nome parecido com “Pedra”, “Rochedo”, “Penhasco” ou “Penedo” estaria dizendo que é muito influente no TSE e que, por isso, Arruda “continuará” inelegível. Na verdade, no momento, é elegível.

Não dá para acreditar que o aliado de Celina Leão, o dr. Cassiterita, esteja mesmo dizendo que o TSE vai retirar, de vez, Arruda do páreo. Deve ser pura brincadeira… de gente poderosa e que advoga, há anos, em tribunais superiores.

Penalizar quem já foi extremamente penalizado, como Arruda, é usar a Justiça para cometer injustiça. Como se sabe, tanto no TSE quanto no STF — e em quaisquer outras instâncias —, a justiça não pode ser utilizada como instrumento de vingança… política, quem sabe.

Paula Belmonte: candidata a governadora pela federação PSDB-Cidadania | Foto: Divulgação

Depois de tantos anos fora das disputas políticas, por causa de pecadilhos — pelos quais já pagou, judicial, eleitoral e politicamente —, Arruda registrou sua candidatura a governador e está na luta.

O TSE, se quiser realmente fazer justiça, deixará os eleitores — o povo — julgar Arruda no dia 4 de outubro, daqui a 21 dias.

Quem precisa decidir, efetivamente, se Arruda deve ser (ou não) governador do Distrito Federão são os leitores. Afinal, o povo põe e retira.

As pesquisas de intenção de voto mostram Celina Leão em primeiro lugar, mas com uma frente pequena. Noutras palavras, apesar de controlar uma máquina poderosa — que contrata comissionados e empreiteiros, além beneficiar dezenas de fornecedores —, a governadora aparece com 32% em uma pesquisa do instituto Opinião/”Correio Braziliense”.

Ricardo Cappeli: candidato a governador pelo PSB | Foto: Agência Brasil

Na mesma pesquisa, Arruda aparece com 23,3% e Leandro Grass tem 12,5%. Juntos, contam com 35,8 pontos percentuais — 3,8 pontos percentuais à frente de Celina Leão. Acrescente-se: nem se está citando os números dos demais candidatos.

Não se está dizendo que Celina Leão não é forte. Porque, com o controle da máquina, é uma candidata poderosa. O que se está dizendo é outra coisa: a governadora, com apenas 32%, não é a senhora da expectativa de poder. A líder do pP pode ser superada tanto por Arruda quanto por Grass (que tem o apoio da máquina petista).

Há uma expectativa em relação a Arruda, que, mesmo sem a estrutura gigantesca de Celina Leão, aparece em segundo lugar — atrás apenas 8,7 pontos percentuais. É bem possível que, se liberado em definitivo pelo TSE, salte para o primeiro lugar, deixando a governadora em segundo.

Ao subir, a tendência é que Arruda puxe Celina Leão para baixo, o que poderá esvaziá-la. A governadora pode acabar não indo para o segundo turno? Talvez. Mas, como conta com uma estrutura financeira formidável, pode acabar indo para a etapa seguinte. Subestimá-la não é um ato de inteligência, e sim de irracionalidade.

Paulo Henrique Costa foto divulgação do BRB
Paulo Henrique Costa: contatos de primeiro grau com Daniel Vorcaro | Foto: BRB

Um segundo turno entre Arruda e Celina Leão pode ser mais produtivo para o primeiro. Porque contará com mais apoios — do centro para a direita, e até mesmo da esquerda. A postulante do pP tende a ficar única e exclusivamente com o apoio dos que já a apoiam. Não terá “voto novo” — o que terá, por certo, Arruda.

Celina Leão não quer enfrentar o aglutinador Arruda, e sim o PT de Leandro Grass. Porque a polarização esquerda versus direita tende a beneficiá-la em Brasília — uma cidade relativamente conservadora.

Por isso, vale insistir: a tentativa de retirar Arruda do páreo — ignorando os eleitores, o povo — pode ter causas, não exatamente judiciais, e sim políticas.

Então, para provar independência — que é imune às supostas “pressões” do dr. Rochedo —, o TSE deve permitir que os eleitores decidam se Arruda deve ser ou não governador do Distrito Federal.

Os eleitores devem ser livres, e não tutelados, para escolherem aquele candidato que avalia como o mais competente para gerir o Distrito Federal. Pode ser qualquer um deles: Celina Leão, do pP, José Roberto Arruda, do PSD, Kiko Caputo, do Novo, Leandro Grass, do PT, Paula Belmonte, do PSDB-Cidadania, e Ricardo Cappelli, do PSB.

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