FORMOSA (GO) — A administração da prefeita Simone Ribeiro atravessa um período de crescente pressão política em Formosa. Nos últimos meses, a gestão municipal passou a ser alvo de questionamentos relacionados à situação financeira do município, ao pagamento de servidores aposentados e pensionistas e à relação entre o Poder Executivo e a Câmara Municipal.
Em junho de 2026, o pagamento dos proventos de aposentados foi discutido durante sessão ordinária da Câmara Municipal. O assunto chegou à tribuna e provocou manifestações de vereadores. Reportagem publicada em 8 de junho também apontou que aposentados e pensionistas estariam sem receber os valores dentro do prazo previsto pela Lei Orgânica Municipal.
Pedido de impeachment aumenta tensão política
Outro episódio que elevou a temperatura política foi o protocolo de um pedido de impeachment contra a prefeita Simone Ribeiro na Câmara Municipal.
Segundo informações divulgadas à época, a denúncia apresentou alegações de supostas infrações político-administrativas e mencionou uma dívida estimada em R$ 27 milhões relacionada ao regime próprio de previdência municipal.
O protocolo da denúncia, por si só, não representa cassação do mandato. A eventual instalação de uma comissão processante depende da análise da Câmara Municipal e do cumprimento das etapas previstas na legislação.
Relação com o Legislativo também é ponto de atenção
A relação entre Prefeitura e Câmara Municipal também passou por momentos de tensão. Um projeto de atualização do Código Tributário encaminhado pelo Executivo foi rejeitado por unanimidade pelos vereadores. A proposta previa alterações em impostos e taxas municipais.
O episódio evidenciou as dificuldades de articulação política enfrentadas pelo governo municipal no relacionamento com o Legislativo.
Pressão política não significa, necessariamente, alta rejeição eleitoral
Apesar do cenário de críticas e questionamentos, é necessário diferenciar desgaste político de rejeição eleitoral.
Durante a eleição municipal de 2024, pesquisas citadas no material analisado apontavam índices relativamente baixos de rejeição à então candidata Simone Ribeiro: 6,59% em levantamento da JM Pesquisa e 10,04% em pesquisa do Instituto Podium.
Sem uma pesquisa eleitoral recente, portanto, não é possível afirmar, com base estatística, que a prefeita atualmente apresenta alta rejeição popular.
O que os fatos disponíveis indicam é a existência de um cenário de maior pressão sobre a administração, marcado por cobranças relacionadas às finanças municipais, ao pagamento de aposentados e pensionistas e à relação com a Câmara.
Em Formosa, o desempenho da gestão e a percepção da população deverão continuar no centro do debate político. Para medir o tamanho efetivo do desgaste ou da aprovação da prefeita, entretanto, será necessária uma pesquisa atualizada de opinião pública.

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